Nova denúncia: governo Bolsonaro teria pedido propina para compra de AstraZenca
Uma nova denúncia de desvio de verbas
para a compra da vacinas atinge o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) na
noite desta terça-feira (29), desta vez envolvendo a aquisição do imunizante da
AstraZeneca.
Em entrevista ao jornal Folha
de S. Paulo, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresentou como
representante da Davati Medial Supply afirmou ter recebido pedido de propina de
US$ 1 por dose de cada vacina vendida em troca de fechar o contrato com o
ministério, quando a empresa tentava negociar a venda de 400 milhões de doses
da vacina.
"Dariam 200 milhões de doses de
propina que eles queriam, com R$ 1 bilhão", afirmou Pereira ao jornal.
A cobrança da propina teria sido feita
por Roberto Ferreira Dias, diretor de logística da pasta indicado ao cargo por
Ricardo Barros (PP-RR), líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados.
"Pensa direitinho, se você quiser
vender vacina no ministério tem que ser dessa forma", teria dito ele,
segundo
Caso
Covaxin
O deputado federal Luis Claudio
Fernandes Miranda (DEM-DF) e o irmão Luis Ricardo Fernandes Miranda, chefe da
divisão de importação do ministério da Saúde, trouxeram um ingrediente
explosivo para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que investiga
os responsáveis pelos números exorbitantes de casos e óbitos durante a pandemia
no país.
Em depoimento aos senadores, os irmãos
apontam para um suposto esquema de fraude na negociação para a compra de 20 milhões de
doses do imunizante Covaxin, envolvendo o Ministério da Saúde e a
empresa brasileira Precisa Medicamentos, que seria a responsável pela venda da
vacina no Brasil, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

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