Após perder patrocinadores, Sikêra Jr. diz estar "arrependido" e "sofrendo"
Depois
de perder
patrocinadores na TV e na internet por declarações consideradas
homofóbicas, o apresentador Sikêra Jr., da TV A Crítica, disse na
tarde desta 3ª feira (29.jun.2021) estar "arrependido" e "sofrendo
muito"."Eu preciso reconhecer que me
excedi. No calor do comentário, defendendo a inocência de crianças que eu
sempre defendi. Posso ter usado palavras que me arrependo, sou humano. Errei,
erro e vou errar", disse.
Apesar de reconhecer o excesso, o apresentador voltou a afirmar que pessoas
LGBTIs usam crianças como "peças publicitárias para
vender ideologias". As desculpas do apresentador se referem a
comentários feitos por ele em 25 de junho, em seu programa policialesco Alerta
Nacional, veiculado nacionalmente pela RedeTV!. À época, Sikêra
afirmou que a comunidade LGBTI precisa de “tratamento" e
associou a homossexualidade à pedofilia. Ao fim das declarações, ameaçou: “Uma
hora esse povo brasileiro vai ter que fazer uma coisa maior, um barulho maior.
A gente tá calado, engolindo essa raça desgraçada que quer que aceite que as
crianças
Deixem as crianças!”. Sikêra comentava uma peça
publicitária feita pela rede de fast food Burger King em comemoração ao Dia
Internacional do Orgulho LGBTI, celebrado na 2ª feira (28.jun). Assista (1min19s):
MARCAS ABANDONAM PROGRAMA
A Tim, a MRV, a
HapVida, a Blindex e a Sorridents interromperam seus contratos com o programa
de Sikêra na TV depois da repercussão negativa. Na internet, a leva de empresas
que anunciaram boicote ao apresentador foi ainda maior: Seara; Kicaldo; Novo
Mundo; Ford; Nivea; e Magazine Luiza.
MPF AJUÍZA
AÇÃO CONTRA APRESENTADOR
O Ministério Público Federal ajuizou na
2ª feira (28.jun.2021) uma ação civil pública contra o apresentador Sikêra Jr.
e a emissora RedeTV! por
suposto crime de homofobia. A peça pede R$ 10 milhões em indenização por danos
morais coletivos –valor que deverá ser destinado à estruturação de centros de
cidadania LGBTI. A ação foi assinada pelo procurador regional dos Direitos do
Cidadão do Rio Grande do Sul, Enrico Rodrigues de Freitas, e pela advogada
Alice Hertzog Resadori. Eis a íntegra (773
KB).

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