quinta-feira, 3 de agosto de 2017

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Giro Solidário: golpes se alastram em redes sociais e whatsapp

Legalmente, o esquema de pirâmide é um sistema fraudulento de fazer dinheiro que requere uma fonte infindável de recrutas para ter sucesso. É o que tem acontecido com centenas, talvez milhares de pessoas no Norte Pioneiro.O recrutado(a) dá dinheiro aos recrutadores que recrutam novos elementos para lhes darem dinheiro.
“Perdi R$ 450,00, mas sei de gente que caiu no golpe e perdeu quase R$ 1 mil”, afirma a estudante Maria Débora de Souza, de Jacarezinho e morando em Santo Antônio da Platina há dois anos.
No esquema das cadeias de cartas, o recrutador envia aos novos recrutas uma carta com uma lista de nomes, incluindo o do recrutador no fundo da lista. Os recrutados devem enviar dinheiro ao nome que está no topo e adicionar o seu nome ao fim da lista. O dinheiro apenas é ganho conquistando novos recrutas para a cadeia, adicionando o nome e recrutando outros. Em teoria, o nome de cada chega ao topo de milhões de listas e recebe milhões. Na prática, a maior parte das pessoas não recebe nada. Qualquer um pode quebrar a cadeia, privando os outros da lista de possíveis “ganhos”. Mas, mesmo se ninguém quebrar a cadeia, 95% dos que enviam dinheiro não recebem nada, como ocorreu com Maria Débora.
Ela conta ter “perdoado” a amiga que a indicou, pois também sofreu prejuízo, “é a ganância da gente que nos move”, admite.
Em Carlópolis, uma dona de casa também caiu no golpe, e perder R$ 300,00, “fui boba, achei que iria ganhar quase R$ 2 mil”, afirma, pedindo o anonimato pelo constrangimento.
Um novo esquema de pirâmide financeira vem sendo compartilhado nas redes sociais e chamado atenção de muitas pessoas que procuram dinheiro rápido e fácil. O “Giro Solidário” funciona no modelo de “mandala”, que necessita do recrutamento frequente de novos membros em um grupo do aplicativo Whatsapp. O convite é atraente e assegura que se o participante investir R$125, ele terá R$ 1.000 de retorno. A Polícia orienta que os participantes podem ser condenados em até oito anos de reclusão pelo crime de estelionato.
Novos golpes se espalham pelo WhatsApp e prejudicam usuários.Muitas das pessoas que aplicam o dinheiro caem no golpe acreditando que terão um retorno rápido. O ‘investimento’ é pouco, e o retorno chega a ser cerca de dez vezes mais. Nestas circunstâncias a pessoa nada mais é que uma vitima de um estelionatário que geralmente recebe o dinheiro dos novos membros.
A prática de pirâmide é enquadrada como um crime contra a economia popular tipificado no inciso IX, art. 2º, da Lei 1.521/51: “obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos (“bola de neve”, “cadeias”, “pichardismo” e quaisquer outros equivalentes)”.
do NP Diário

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