sábado, 12 de agosto de 2017

VEJA

Casais compartilham os mesmos micróbios, revela estudo

De acordo com nova pesquisa, pessoas que convivem juntas têm os mesmos micro-organismos na pele, principalmente nos pés
Além de dormir na mesma cama, usar o mesmo banheiro e, às vezes, dividir objetos de higiene, um casal pode compartilhar também algo muito peculiar: os micróbios.  É o que sugere uma pesquisa publicada recentemente no mSystems, periódico científico da Sociedade Americana de Microbiologia.
Cada centímetro quadrado de pele é habitado por milhões de bactérias, fungos, vírus e outros micro-organismos diferentes. Para o estudo, os pesquisadores analisaram 330 amostras de pele de 17 partes do corpo de cada um dos 20 participantes(10 casais heterossexuais que viviam juntos). Eles descobriram então que um parceiro pode influenciar a comunidade microbiana presente na pele de seu cônjuge.
Baseados nos dados microbianos, os algoritmos foram capazes de parear os casais com 86% de precisão. “O aspecto mais surpreendente do estudo foi que nós conseguimos identificar uma ‘impressão digital‘ de cada casal que vive junto”, disse ao jornal americano The New York Times o coautor do estudo Josh Neufeld, biólogo da Universidade de Waterloo, no Canadá.
No chão
A parte do corpo com maior probabilidade de hospedar micróbios compartilhados foram os pés. No entanto, os casais também podem compartilhar os mesmos micro-organismos presentes no tronco, umbigo e nas pálpebras. Segundo o estudo, essa troca ocorre em casa – durante o sono, quando os casais compartilham a mesma roupa de cama. Ou ainda quando tomam banho ou andam descalços, por exemplo.
A maior parte das bactérias presentes na pele é inofensiva ou até mesmo benéfica, prevenindo que outros micro-organismos patogênicos habitem a região. Apesar disso, pouco se sabe sobre esse ecossistema. “Quanto mais sabemos sobre os fatores que influenciam o microbioma humano, mais nós entendemos sobre as barreiras que protegem nosso corpo contra doenças, treinam nosso sistema imunológico e que nos conectam ao meio ambiente”, disse Neufeld.
Gênero
Outro ponto relevante que pode influenciar no ecossistema microbiano de cada pessoa, de acordo com os pesquisadores do estudo, é o gênero. O microbioma da pele próxima à região íntima parece ser específico para cada sexo. Os algoritmos utilizados no estudo foram capazes de diferenciar homens e mulheres com 100% de precisão ao analisar cada amostra.
De acordo com a equipe de pesquisa, por causa da pequena amostragem do estudo, é difícil generalizar os resultados para todas as populações. No entanto, as descobertas podem ser úteis para estudos futuros e aplicações práticas, como a redução da propagação de doenças em ambientes públicos e compartilhados.
de VEJA

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