terça-feira, 4 de julho de 2017

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Madrasta confessa que agrediu enteada de 2 anos durante festa de família em Goiânia, diz polícia.
Funcionário pública admitiu, em depoimento, que agrediu a enteada (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A funcionária pública de 37 anos, suspeita de agredir a enteada de 2 anos durante uma festa, prestou depoimento na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de em Goiânia (GO). Segundo a delegada Tereza Daniela Magri, responsável pelo caso, ela confessou ter dado um tapa no rosto da menina durante uma discussão com o agora ex-marido, pai da menina, motivada por ciúmes. A mulher foi liberada após prestar depoimento. O crime aconteceu no último dia 24 de junho. O advogado da madrasta, Rogério Rodrigues de Paula acompanhou o procedimento. Ele alegou que sua cliente admitiu a agressão, mas que está com problemas psicológicos, que teriam motivado o golpe.
"Ela não negou o tapa. Mas a questão é que ela está tomando remédio controlado porque teve uma filha, de 4 meses, e está com depressão pós-parto. No dia do fato, ocorria um churrasco, ela acabou misturando a medicação com bebida alcoólica e ficou com ciúme de uma mulher que estava no local", afirmou ao G1.
O defensor afirmou que vai trabalhar para que a madrasta seja inocentada por "extinção de culpabilidade" em decorrência de ter agido por conta dos remédios que estaria tomando. Conforme Rogério, após o episódio o casal se separou.
Crime e investigação
Após o fato, familiares levaram a menina para a Central de Flagrantes, onde o caso foi registrado. O laudo do Instituto Médico Legal comprovou as lesões. “O exame é compatível com o relato de lesão corporal por meio de ação contundente”, aponta o documento.
Além do rosto, a criança também teve lesões nas pernas, barriga e tórax. A madrasta negou que tenha cometido as outras agressões. A delegada afirmou que não há requisitos para pedir a prisão da mulher junto à Justiça. Por isso, ela responderá ao processo em liberdade.
Ela deve ser indiciada pelo crime de lesão corporal em situação de violência doméstica. Em caso de condenação, a pena varia de três meses a três anos de prisão.
A delegada disse que já ouviu cerca de sete pessoas, entre parentes e amigos das famílias. Ao menos mais dois depoimentos ainda devem ser realizados.
O advogado da mãe da menina, Berlioz Oriente, informou à imprensa que já entrou com pedido na Justiça para que a guarda da menina - até então compartilhada com o pai - seja somente dela. A mãe já havia contado que a criança tinha mudado a personalidade após o convívio mais frequente com o pai e a madrasta.
“Ela está traumatizada, arisca, arredia e bastante agressiva, não era assim antes. Quando compartilhamos a guarda dela, há uns 8, 9 meses, ela começou com essa agressividade e eu não entendia. Nesse fim de semana que ela foi agredia o comportamento dela piorou muito. Ela fica acuada, ou acha que a gente vai bater, ela nem aceita mais carinho”, lamentou.

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