sábado, 29 de julho de 2017

PARANÁ

Secretário de Segurança articula derrubada do comandante da PM do Paraná

Deputados estaduais relatam à coluna que o secretário de Segurança do Paraná, Wagner Mesquita, age – não tanto na surdina – para tirar do comando da Polícia Militar o coronel Mauricio Tortato. Quer aproveitar o fato de que no próximo dia 13 de agosto Tortato alcança o tempo para a reforma (aposentadoria, no jargão militar). Entretanto, esse não é fator determinante para a saída dele do comando. Se ainda estiver no exercício, a data fatal pode ser adiada se o governador Beto Richa (PSDB) quiser mantê-lo no posto.

As relações de Mesquita com Tortato, porém, não são boas. Os dois não sentam à mesma mesa para tratar de assuntos que digam respeito à segurança pública. O coronel, normalmente, prefere despachar e se entender diretamente com o 3.º andar do Palácio Iguaçu. Sentindo o vácuo no seu quintal, o secretário quer preenchê-lo com um outro coronel mais maleável e mais sensível politicamente do que tem sido o atual comandante.
Por isso, como sabe que o governador não tem, pessoalmente, a intenção de tirar Maurício Tortato do comando da PMPR, o secretário estaria agindo para criar um fato político, acreditando que alguns deputados aceitem a incumbência de levar até Richa argumentos que o levem a considerar a substituição. Os deputados que foram procurados por Mesquita e avisaram a coluna pediram sigilo da fonte.
Um dos sintomas que levam à interpretação de que o secretário atua no sentido de desprestigiar a PMPR estaria na desproporção dos repasses dos fundos rotativos: a Polícia Civil, embora tenha um efetivo muito menor, recebe muito mais. Para a Polícia Civil, foram destinados R$ 19 milhões, enquanto que para a PM apenas R$ 7 milhões.

Oficiais da Polícia Militar, também ouvidos pela coluna, lamentam que a corporação esteja sendo levada à instabilidade. Há fortes correntes internas que defendem a permanência de Tortato no comando e também agem junto ao governador para que ele não aprove a substituição.

FONTE - GAZETA DO POVO

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