quinta-feira, 20 de julho de 2017

DICAS


Converse com o médico pediatra caso tenha crianças na família com problemas na imunidade, antes de dar a vacina BCG


Converse com o médico pediatra caso tenha crianças na família com problemas na imunidade, antes de dar a vacina BCG  Foto: Bigstock Antes de vacinar BCG, contra tuberculose, converse com o pediatra da criança. No primeiro mês de vida, os bebês recebem uma dose da vacina BCG, que previne contra as formas graves da tuberculose. Embora a doença tenha diminuído a prevalência no Brasil, ainda surgem 70 mil novos casos no país todos os anos, que levam a cinco mil mortes, segundo dados do Ministério da Saúde. A vacinação, portanto, é essencial a essa prevenção da doença, mas algumas crianças exigem atenção especial das famílias e dos pediatras.

Se houver casos de outras crianças na família que sofreram com infecções graves nos primeiros meses de vida, como meningite, septicemia, abcessos, pneumonias de repetição e infecções do ouvido muito frequentes, é importante que se busque o médico pediatra e imunologista antes de aplicar a vacina BCG. Infecções recorrentes podem indicar deficiências no sistema imunológico, que são alterações genéticas e podem acometer outros membros da família.
A orientação de buscar o pediatra ou o imunologista também vale se a vacina BCG for aplicada e, mesmo depois de dois meses, a cicatriz não se formar ou se a criança apresentar essas infecções recorrentes nesse período. Esses fatores podem indicar uma imunodeficiência primária, de acordo com Carolina Prando, médica imunologista e pesquisadora do hospital Pequeno Príncipe, e uma investigação mais aprofundada é necessária.
“A micobactéria usada para produzir a vacina BCG não está morta, mas é uma micobactéria atenuada. Ela passa por um processo de atenuação, portanto, não tem o potencial de fazer a infecção, e impulsiona o sistema imunológico a se defender. Mas, em algumas crianças com defeitos genéticos do sistema imunológico, como a doença do menino da bolha, a vacina pode gerar uma infecção”, explica a médica.
Fique atento
Se a criança recebeu a vacina, mas apresentar uma lesão maior do que o tamanho comum da cicatriz da BCG, é importante buscar o pediatra. Da mesma forma, se aparecerem ínguas embaixo do braço ou na lateral do pescoço, no mesmo lado em que a vacina foi aplicada, e se a cicatrização da ferida continuar aberta.
“Para o diagnóstico de uma imunodeficiência, como a do menino da bolha, com um hemograma é possível ver a produção de linfócitos, as células de defesa. A partir disso é feita toda uma investigação para verificar as demais doenças, mas um exame simples dá o sinal de alerta”, explica a médica Carolina Prando.
Sinais comuns
Crianças com o sistema imunológico funcionando normalmente apresentam alguns sinais característicos depois da aplicação da vacina BCG. Confira!
– Nódulo, ou uma “bolinha” no braço, bem no local da aplicação da vacina;
– Forma-se uma crosta em cima desse local, que em alguns dias cai e gera uma lesão ulcerada, como se fosse um machucado;
– Em questão de semanas, o machucado se transforma em cicatriz. Todo esse processo leva de seis a 10 semanas.
– Febre, enjoo, mal estar não estão associados a reações desta vacina. Se a criança tiver uma reação assim, procure o médico.
– Procure o médico também se formar ínguas embaixo do braço e na lateral do pescoço, vazar pus ou se a a vacina não cicatrizar passados três meses da aplicação.
(Viver Bem/Gazeta do Povo)

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