terça-feira, 4 de julho de 2017

CURITIBA

Juiz manda policial ré por morte de copeira em Curitiba a júri popular

A copeira Rosária Miranda foi morta na confraternização da empresa em que trabalhava (Foto: Arquivo pessoal)Segundo denúncia, Kátia dos Santos Belo atirou contra festa de confraternização, em dezembro do ano passado, e matou a copeira Rosária Miranda da Silva. A copeira Rosária Miranda foi morta na confraternização da empresa em que trabalhava (Foto: Arquivo pessoal)

O juiz Daniel Surdi de Avelar, de Curitiba, decidiu submeter a policial civil Kátia dos Santos Belo a júri popular, nesta terça-feira (4). Ela é ré pela morte da copeira Rosária Miranda da Silva, atingida por um tiro durante uma festa de confraternização, em dezembro de 2016.
O crime imputado a Kátia na decisão, pelo qual ela era será julgada, é o de homicídio simples. O juiz não aceitou as circustâncias qualificadoras descritas na denúncia pelo Ministério Público (motivo fútil, perigo comum e impossibilitade de defesa).
"Não se pode negar que, ao efetuar disparos em direção à confraternização que a incomodava, local onde havia várias pessoas, conversando distraidamente e desarmadas, a acusada (em tese) assumiu o risco de produzir o resultado e matar alguém. Mas não se pode utilizar estes mesmos elementos para pretender ver configurados o motivo fútil (confraternização), o perigo comum (efetuar disparos em direção a várias pessoas) e o recurso que impossibilitou a defesa da vítima (conversando distraidamente)", explicou Avelar no despacho.
O juiz também manteve a policial em liberdade até o fim do julgamento, já que, segundo ele, "a acusada Kátia sempre respondeu ao presente feito em liberdade, jamais dando azo à decretação de sua custódia".
O advogado de Kátia, Peter Amaro, afirma que vai recorrer para desclassificar o crime pronunciado de homicídio simples para homicídio doloso, quando não se tem a intenção de matar. Para ele, no entanto, a anulação das classificatórias já são vitória para a defesa.
O Ministério Público disse que vai recorrer da decisão do juiz, que excluiu as qualificadoras.
Os advogados da família de Rosária, Edson Facchi Júnior e Ygor Salmen, afirmaram que a família está satisfeita com a decisão que manda Kátia a júri por homicídio doloso, assumindo a intenção de matar.

O caso

A copeira Rosária Miranda da Silva estava em nos fundos de um lava a jato no Centro Cívico, em Curitiba, na confraternização da empresa em que trabalhava era realizada, quando foi atingida por um tiro na cabeça.
De acordo com as investigações, a policial, vizinha do comércio, ficou irritada com o barulho e disparou o tiro em direção ao local da festa.

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