sábado, 17 de junho de 2017

UMUARAMA


Por duas vezes túmulos foram abertos e não foi possível chegar aos autores dos crimes

Dois anos depois, crime contra cadáveres em Umuarama ainda é enigma

Por duas vezes túmulos foram abertos e não foi possível chegar aos autores dos crimes  Foto: Umuarama 24 Horas Há dois anos eram registrados em Umuarama crimes que chocaram a comunidade. No dia 29 de maio de 2015 populares que circulavam pelo cemitério se depararam com cinco túmulos violados e dois corpos fora dos jazigos. No entorno estavam flores, pedaços de concreto e dos caixões, além das roupas.
Funcionários da Acesf (Administração de Cemitérios e Serviços Funerários) foram acionados, além da Polícia. Foi constatado que os corpos retirados dos caixões eram de um homem de 69 anos, que estava morto há apenas nove dias, e de uma mulher de 32 anos, enterrada 20 dias antes do ocorrido. Ela estava despida.
A investigação foi iniciada, porém, as únicas pistas eram algumas pegadas próximas a um dos muros do cemitério, que seguiam até os túmulos violados. Os corpos retirados dos jazigos passaram por exames no Instituto Médico Legal de Umuarama e, de acordo com o delegado Fernando Ernandes Martins, o laudo apontou que não houve necrofilia (prática de relação sexual com cadáver).
Os túmulos foram abertos, flores remexidas e, em dois casos, os cadáveres retirados dos jazigos (Foto: Umuarama Ilustrado)
Poucos dias depois, mais precisamente em 15 de junho de 2015, um novo ato de vilipêndio a cadáver foi registrado no cemitério de Umuarama. Mais um túmulo foi violado e o caixão foi deixado fora do jazigo. Funcionários que realizavam a limpeza do cemitério descobriram o crime.
A Polícia Civil e o Instituto de Criminalística foram acionados. Quando abriram o caixão viram o corpo de uma mulher deitado na posição de bruços. Exames não constataram crime de necrofilia.
Investigações
A Polícia Civil realizou uma ampla investigação sobre os dois crimes. Segundo o delegado Fernando, os casos serão arquivados por falta de provas. Ele explica que as investigações não chegaram a uma conclusão da autoria dos crimes e que não havia imagens ou testemunhas que levassem a um resultado consistente.
O delegado explica que nestes episódios, a Polícia Civil relata a investigação e a encaminha para o Ministério Público, que irá decidir se o caso será arquivado imediatamente ou se haverá orientação para novas diligências.
A falta de provas, imagens ou testemunhas sobre os crimes levaram ao arquivamento dos casos (Foto: Umuarama 24 Horas)

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