sexta-feira, 23 de junho de 2017

PONTA GROSSA.



Pai suspeito de agredir filho de seis meses é preso por tortura; criança está na UTI.
 Bebê de seis meses é internado com várias fraturas no crânio; suspeita é de agressão (Foto: Reprodução/RPC)
Um homem de 25 anos suspeito de agredir o filho de seis meses, em Ponta Grossa, na Região dos Campos Gerais do Paraná, foi preso pela Polícia Civil na noite de quinta-feira (25). Ele foi autuado em flagrante pelo crime de tortura após prestar depoimento.
A mãe do bebê também é suspeita de participação no caso. Ela prestou depoimento, mas foi liberada em seguida.
O menino foi levado ao Hospital da Criança em estado grave na semana passada, com várias fraturas no crânio. Na noite desta quinta, ele foi encaminhado para a UTI do Hospital Universitário de Ponta Grossa. Veja a nota dos médicos no final da reportagem.
Segundo a Polícia Civil, o pai foi autuado pelo crime de tortura porque além de múltiplas lesões no crânio, o que indica lesões causadas recentemente, a criança apresentava sinais de mordidas no braço direito, fratura em uma costela e hematomas nas pernas.
Ainda de acordo com a polícia, o homem alegou em seu depoimento que todas as fraturas e a marca de mordida no corpo do bebê são decorrentes do uso da cadeirinha usada no carro e que o equipamento não tem estofamento. Ele disse que isso teria causado tantas lesões.
Ministério Público nega medida protetiva
Na semana passada, o Conselho Tutelar chegou a entrar com uma medida protetiva, pedindo que a criança fosse encaminhada para um abrigo, até que se esclarecesse a situação. Mas a promotoria negou o pedido.
De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), no relatório enviado ao promotor de plantão, constava informações sobre a lesão na bochecha do bebê e a situação de negligência dos pais nos cuidados com a criança durante a internação.
Diante disso, o MPPR informou que solicitou medidas protetivas ao Conselho, levando em conta que a criança permaneceria internada no hospital, sem previsão de alta, mas sem a necessidade do afastamento imediato dos pais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

o