terça-feira, 27 de junho de 2017

PARANÁ.



Quatro policiais militares acusados de matar carroceiro voltam a ser presos.
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Quatro policiais militares acusados de matar um carroceiro em março de 2016 em Londrina, no norte do Paraná, voltaram a ser presos nesta terça-feira (27). A suspeita é de que crime tenha relação com a série de assassinatos que ficou conhecida como "noite sangrenta". Doze pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas.
Um dos alvos de mandados não foi localizado nos endereços informados pela Justiça e chegou a ser considerado foragido, mas se apresentou à Polícia Militar ainda na manhã desta terça.
As prisões preventivas, por tempo indeterminado, foram cumpridas em uma ação conjunta Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Corregedoria da Polícia Militar (PM).
O pedido de prisão de João Paulo Roesner, Jefferson José de Oliveira, Thiago Morales e Julio Cesar da Silva foi feito pela Promotoria de Justiça do Júri de Londrina, para proteger uma testemunha menor de 18 anos que relatou ter presenciado o crime e estaria sendo ameaçada.
Segundo a decisão da juíza Elisabeth Khater, da 1ª Vara Criminal de Londrina, a nova testemunha relatou que estava no local do crime com a vítima e que levou tapas no rosto antes de ser determinado que deixasse o local. A testemunha disse, ainda, que ouviu os disparos contra o carroceiro. Ouça o depoimento da nova testemunha no vídeo acima.
Veja abaixo trechos do depoimento da nova testemunha:
Promotoria: quando vocês encontraram os policiais como é que foi, o que eles falaram?
Testemunha: falaram que iam me algemar, daí eu um tapa na minha cara.
Promotoria: e o que que você viu lá escondido?
Testemunha: eu só vi eles atirando.
Promotoria: você ouviu se foram muitos tiros?
Testemunha: foi (sic) 15 tiros.
Promotoria: E o Pedro falou alguma coisa para os policiais?
Testemunha: Falou "socorro, por favor, não me mata".
Promotoria: E o Pedro tava com alguma arma?
Testemunha: Não.
Promotoria: Não? Tinha alguém na carroça que tava com arma?
Testemunha: Não, ninguém.
"Os delitos em tela foram, "a priori", cometidos por indivíduos que possuem cargos com a finalidade de garantia da segurança, bem como, da harmonia da sociedade, o que acaba de gerar uma sensação de impunidade e desconforto, tendo em vista a gravidade dos fatos", diz a decisão.
O advogado Cláudio Dalledone Júnior, que defende os policiais militares presos, disse que ainda não teve acesso à decisão, mas informou que eles têm uma conduta inquestionável e que vai recorrer.
“Eu reputo, mesmo ser vem os autos, que isso só pode ser obra de alguma armadilha, tentando mais uma vez, e como é comum acontecer, conspurcar o bom nome da Polícia Militar”, declarou a defesa.
Em nota, o Comando Geral da Polícia Militar disse que a corporação busca a elucidação de todos os fatos, para qualquer situação denunciada. E que, em caso de comprovada responsabilidade dos PMs, os instrumentos adequados de saneamento serão adotados.

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