sexta-feira, 12 de maio de 2017

UEL.



Justiça garante vaga a estudantes que tiveram matrículas recusadas pela UEL.
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Estudantes que foram aprovados no vestibular, mas tiveram matrícula negada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do Paraná, têm recorrido à Justiça para garantir o acesso à instituição. Várias ações questionam, principalmente, o ingresso de alunos que disputaram vagas nas cotas para negros e que vieram de escolas públicas.
Demétrius Coelho é advogado de um estudante aprovado no vestibular para Ciências Sociais. Aluno de escola estadual, ele deveria terminar o ensino médio em dezembro de 2016, mas a greve dos professores de 2016 atrasou o calendário, e o fim das aulas.
Para garantir a matrícula na UEL, recorreu à Justiça. Na liminar, o juiz Marcus Renato Nogueira entendeu que “o atraso na conclusão do ensino médio decorre de circunstâncias alheias à vontade do estudante”. Neste caso, ele tem direito de acesso ao ensino superior e pode apresentar depois o certificado de conclusão da rede estadual de ensino.
“Foi autorizado então que ele fizesse a matrícula na Universidade Estadual de Londrina para que ele pudesse frequentar as aulas do curso de Ciências Sociais mesmo não tendo terminado o Ensino Médio. A pessoa não pode ter o seu direito a educação prejudicada em detrimento de outra situação”, explicou o advogado Demétrius Coelho.
Além da falta de documentos, há processos discutindo as cotas raciais. No último vestibular 1.250 inscritos disputaram 438 vagas para negros. Os aprovados passam pela análise de uma comissão que avalia a cor da pele do candidato, o que provoca dúvidas.
Um advogado que defende uma estudante que garantiu vaga no curso de medicina por ser cotista negra, mas teve recusada a matrícula.
Lorena Almeida trouxe fotos dela e de parentes para provar a afrodescendência. Argumentos aceitos pela Justiça que determinou a matrícula por constatar traços idênticos aos “de outros candidatos aceitos pelo sistema de cotas”.
“Não pode uma comissão em uma entrevista coletiva simplesmente negar aquilo que a pessoa sempre se auto reconheceu. Ela pertence, é merecedora de entrar pelas cotas racionais e sociais na Universidade Estadual de Londrina”, diz o advogado da estudante Jackson Ariukudo.
Decisões como que a beneficiaram Lorena têm se tornado mais raras, porque a justiça endureceu os critérios para definir quem tem direito às vagas para negros.
A UEL implantou as cotas em 2004 e informou que tem aprimorado as avaliações. Para a reitora Berenice Jordão, falhas ou abusos são exceções.
“Normalmente, parte-se do princípio de que ele tem o direito a fazer. Só em situações muito extremas é que pode haver esses choques de opinião, de interpretações distintas”, esclareceu a reitora da instituição.

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